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domingo, 6 de dezembro de 2015

Disciplina: qual é a idade certa para começar?

Desde o nascimento, todas as mães atendem às necessidades do recém-nascido. Se está com fome, alimenta-o. A fralda está molhada, troca-a. Cuidar de um bebé por si só já é uma tarefa suficientemente exigente  e desde cedo não precisa de se preocupar em discipliná-lo, certo? Mas quando menos espera ele fica um pouco mais sábio e as necessidades tornam-se vontades. É nessa altura que começa a pensar que tem que estabelecer limites. 
A disciplina pode e deve começar em fases  precoces da infância. Ao estabelecer limites, ajuda o seu filho a entender o certo e o errado, a seguir regras e a lidar com frustração. Conheça algumas estratégias de disciplina para recém-nascidos a crianças de 2 anos.
Recém-nascidos: comer, dormir e fazer cocó
Os bebés precisam de se sentir seguros e protegidos. Conhecer cada uma das suas necessidades, na verdade, ajuda-os a tornarem-se independente mais tarde. Quando eles desenvolvem uma sensação de segurança no seu próprio mundo, são capazes de se aventurar fora dele.
 4 a 7 meses: agarrar e puxar
Nesta fase, pode começar a diferenciar necessidades e desejos. Os bebés desta idade começam a agarrar em tudo. É a  maneira de explorarem e aprenderem o que suas mãos podem fazer. Dizer um "ai" ou um "não" se tentar puxar os seus brincos só vai deixar a situação mais divertida. Em vez disso ignore, e tente tirá-lo do colo por uns segundos sem dizer nada. 
 7 a 12 meses: a curiosidade 
Se o bebé alcançar algo que não pode, tente distraí-lo e mudá-lo de lugar. A ansiedade da separação muitas vezes surge nesta fase. Se o seu filho começa a chorar quando muda de divisão,  não corra imediatamente de volta. Em vez disso, tranquilize-o com a sua voz primeiro.
1 ano a 1 ano e meio: a descoberta de habilidades vocais
 Quando o seu filho testar as suas cordas vocais em pleno centro comercial,  resista ao impulso de gritar ou dar risada. Em vez disso, diga-lhe , em termos simples, o que espera dele: "Temos que falar baixo”. Use brinquedos tranquilos para ocupar a atenção dele. Precisamos manter a calma e explicar as regras. Com o passar da idade, ele vai começar a entender melhor.
 1 ano e meio a 2 anos: autonomia
Nesta idade ocorre uma verdadeira explosão de linguagem, mas ainda não conseguem articular os seus sentimentos, o que muitas vezes pode causar frustração Se o seu filho morde alguém, retire-o da situação imediatamente, dizendo: “Morder não, isso dói.” Para prevenir futuros incidentes, procure padrões: seu filho morde a uma determinada hora do dia? Será que é quando está frustrado? Quando a criança começa a agir assim, a distracção é fundamental. 

domingo, 15 de novembro de 2015

Alergia às proteínas do leite de vaca



A alergia às proteínas do leite de vaca atinge cerca de um em cada 20 lactentes. Pode manifestar-se através de lesões na pele com comichão e inchaço, diarreia ou vómitos e, raramente, por sintomas respiratórios como pieira, tosse e espirros. 

O risco desta alergia aumenta quando familiares de primeiro grau (pais ou irmãos) são alérgicos. A maioria dos casos ocorre no primeiro ano de vida. Porém, somente cerca de 15% das crianças alérgicas ao leite de vaca mantém a alergia quando adultos.

A alergia à proteína do leite de vaca não deve ser confundida com a intolerância ao açúcar presente no leite (lactose), porque são quadros distintos. As manifestações da alergia ocorrem logo após a ingestão do leite de vaca (mesmo em pequena quantidade) e os sintomas na pele são os mais frequentes, podendo estar associados a sintomas gastrointestinais ou respiratórios. Outra forma de alergia às proteínas do leite de vaca é chamada alergia não mediada por anticorpos (IgE). Esta apresenta-se com sintomas mais tardios, ou seja, depois de algumas horas após a ingestão do leite de vaca, surge um quadro de diarreia, vómitos ou sangue nas fezes. No caso da intolerância à lactose, esta ocorre por diminuição da enzima lactase, que actua sobre o açucar do leite (lactose) e ocorre sobretudo após um quadro de diarreia e é , muitas vezes, transitória. Melhorando o quadro gastrointestinal, a quantidade da enzima volta ao normal e a criança volta a tolerar o leite.

Para se confirmar a alergia à proteína do leite, é fundamental o relato da história alimentar da criança e o aparecimento dos sintomas de forma minuciosa. Os exames complementares auxiliam no diagnóstico.

O tratamento mais adequado à alergia às proteínas do leite de vaca é a evicção do leite e seus derivados da dieta alimentar da criança. As crianças mais pequenas precisam de um alimento adequado que substitua o leite de vaca e ofereça quantidades adequadas de nutrientes nesta fase do desenvolvimento. As proteínas dos leites de vaca e de cabra têm muitas semelhanças entre si. Portanto a maioria dos pacientes alérgicos ao leite de vaca também o são ao leite de cabra ou de outros mamíferos. Porém, somente 10% das crianças alérgicas ao leite de vaca tem alergia à carne bovina.

A criança alimentada com leite materno exclusivo até os quatro meses de vida tem menor risco de alergia ao leite de vaca nos dois primeiros anos de vida.

sábado, 7 de novembro de 2015

Até quando devo amamentar o meu bebé?


Os benefícios do aleitamento materno, são mútuos, quer para a mãe quer para o bebé e continuam enquanto este durar.  
O seu bebé deve ser amamentado enquanto a mãe e o bebé assim o desejarem.
Cada criança é diferente, quer no seu ritmo de crescimento quer na sua personalidade.
A idade em que surge o primeiro dente, a idade em que se sentam sem apoio, gatinham, andam ou deixam de usar fraldas, varia de criança para criança. 
Da mesma forma, também varia a idade em que uma criança está preparada para abandonar a amamentação.

Existem muitas razões para que uma criança necessite de ser amamentada durante mais tempo do que outra. Algumas crianças podem ter uma forte necessidade de sucção. Outras podem ter uma grande necessidade de proximidade e contacto físico. 
O ideal é que a criança possa crescer ao seu próprio ritmo e que, se a mãe assim o desejar, a própria criança desista da amamentação quando se sentir preparada.


domingo, 18 de outubro de 2015

Qual o animal de estimação mais adequado ao meu filho?




Mais tarde ou mais cedo o seu filho, irá pedir-lhe um animal de estimação. Entre os 4 e os 6 anos de idade é normal que o seu filhote se sinta atraído e totalmente fascinado por animais e pela natureza. Seguem-se alguns conselhos para ajudar na escolha do animal ideal.

Escolha segundo a sua disponibilidade. Pense em quem, habitualmente, vai ser o cuidador do animal. Conte as horas do dia que costuma ter livres, considerando as atenções que o animal precisa. Um gato exige menos dedicação que um cão e ainda menos dedicação precisam as tartarugas, os hamsters ou os periquitos.

Escolha o animal que mais tenha a ver com a sua forma de ser e com o seu estilo de vida. As pessoas mais activas podem desfrutar mais dos cães, enquanto as pessoas tranquilas e independentes encaixam melhor nos costumes dos gatos. O animal de estimação ideal para uma criança é o cão, especialmente as raças de grande porte que em geral são de melhor temperamento e muito tolerantes com os mais novos. Aceitam que lhes mexam, que lhes puxem as orelhas e, inclusive, que se montem neles.

Analise o seu espaço. Os animais precisam de um lugar que se assemelhe o mais possível ao seu habitat natural. Assegure-se de que o seu novo companheiro terá um lugar para dormir, comer, brincar. Só assim poderá crescer saudável e feliz! Uma casa grande e com jardim é o ideal para um cão grande já que terá espaço suficiente para desenvolver-se bem e correr. Para além disso, também pode ser muito útil na protecção da sua casa. Para casas mais pequenas, escolha raças de cães de pequeno porte, ou opte por outro animal como de tamanho mais reduzido tal como um gato, uma tartaruga, um passarinho, uma chinchila, um porquinho-da-Índia ou um hamster.

Analises os custos com a alimentação do animal, os seus cuidados higiene, a sua cama, as vacinas, as consultas com o veterinário. Tudo isto tem custos económicos, que pode variar em função do animal. Faça contas antes para não ter surpresas.

Pense nas suas necessidades. Cada tipo de animal de estimação satisfaz melhor umas necessidades específicas. Por exemplo, os cães podem trazer segurança, já o movimento dos peixes é ideal para relaxar as crianças. 

Oiça os seus amigos que têm animais e os seus conselhos. 

Procure uma opinião de especialistas para dúvidas mais complexas ou específicas.

Em geral, recomenda-se não adoptar nenhum animal doméstico até que a criança tenha pelo menos 5 anos.

Crianças mais pequenas valorizam animais que interajam com elas. 

Crianças hiperactivas beneficiam mais de animais enérgicos que possam fazer exercício com elas.

A criança que queira adoptar um gato deve ser compreensiva, capaz de entender que se o gato está em cima do armário é porque quer sossego.

Crianças a partir dos 7 anos podem ajudar na limpeza e cuidados de higiene do animal.

É mais comum as crianças serem alérgicas ao pêlo do gato ou penas dos passarinhos do que outros pêlos de animais.

Os hamsters não devem ser adoptados por famílias que não toleram barulho à noite uma vez que o hamster tem hábitos noturnos.

Assegure-se de que o seu animal não tem parasitas e está vacinado já que estes podem transmitir doenças aos mais pequenos.

Acima de tudo desfrute ao máximo o seu novo amigo!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Benefícios de um animal de estimação

Ter um animal de estimação desde a infância é uma experiência que a criança irá levar para toda a vida. A convivência com animais tem uma influência positiva e traz inúmeros benefícios:
  • estimulam a autonomia e a responsabilidade
  • favorecem o desenvolvimento do vínculo afectivo
  • ensinam as crianças a lidar com sentimentos como frustração, alegria e até dor quando há uma perda
  • desenvolvem a compreensão, generosidade, zelo, afecto, carinho, respeito, sensibilidade,  observação e os sentimentos de solidariedade
  • podem ser fortes aliados no desenvolvimento físico das crianças através de brincadeiras e exercício físico 
  • promovem melhoras físicas, sociais, emocionais e cognitivas humanas


Os benefícios não são exclusivos para as crianças,  são transversais a todas as faixas etárias e são também para o animal adoptado. 
Saiba qual o animal de estimação que deve escolher para o seu filho no próximo post. 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Varicela - crianças com muita pinta!

  • A varicela é uma infecção causada por um vírus caracterizada por febre e lesões na pele, sendo a sua gravidade muito variável. Na maioria dos casos trata-se de uma doença benigna, particularmente se apanhada nos primeiros anos de vida. Na adolescência e na idade adulta o risco de complicações é maior, por isso é sempre melhor ter esta doença na infância. 
  • O tempo de incubação varia entre 7 e 14 dias e pode inclusivamente ocorrer sem dar sintomas. As pessoas com varicela começam a eliminar o vírus nas gotículas respiratórias cerca de 2 dias antes de iniciarem as manifestações da doença, pelo que quando surgem as manchas na pele, muito provavelmente já contagiaram outras pessoas.
  • Em relação ao tratamento, este passa por medidas que aliviam a comichão e a febre.
  • Os cuidados a ter com as crianças com varicela dependem muito do estado geral da criança. Se ela estiver bem e sem febre, não precisa de ficar fechada em casa, mas deve evitar contacto com pessoas susceptíveis nomeadamente grávidas e pessoas com alterações do sistema imunitário (SIDA, doenças oncológicas a fazer quimioterapia), pelo que não devem frequentar locais fechados para evitar o contágio. 
  • A doença é contagiosa até todas as lesões estarem em crosta.
  • As principais complicações, que podem ser graves, podem estar associadas a infecção bacteriana secundária da pele ou pela lesão directa do próprio vírus, com infecção do cérebro ou pneumonia. 
  • Dicas úteis: manter as unhas da criança bem cortadas e não utilizar anti-inflamatórios, nomeadamente o ibuprofeno.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dicas para prevenir assaduras do rabinho do bebé


  • Mantenha o bebé sempre limpo e seco com trocas frequentes da fralda.
  • Quando trocar a fralda, deve fazer uma boa higiene. Use água morna e compressas, sempre que possível. Reserve os toalhetes para ocasiões esporádicas.
  • Não aperte demasiado a fralda. É importante deixar espaço para o ar circular e a pele do bebé poder respirar.
  • Use creme preventivo contra assaduras assim que notar que a pele começa a ficar avermelhada. 
  • Seque bem o bebé antes de apertar a fralda para não deixar a região húmida.
  • Redobre o cuidado nos momentos em que o bebé pode ter mais propensão a assaduras, nomeadamente durante o nascimento de dentes que acontece a alteração do pH das fezes, quando houver uma mudança na dieta como introdução de novos alimentos ou de ingredientes, ou quando o bebé tiver que tomar medicamentos como antibióticos.
  • Tente deixar o bebé alguns minutos sem fralda, por exemplo nos dias mais quentes, para a pele ficar menos abafada e mais ventilada.
  • Observe se a fralda está a causar alergia na pele do bebé e, se for o caso, troque de marca.
  • Não use talco, uma vez que o produto irrita a pele.